← Voltar ao blog Cardiopediatria & Eco

Eco fetal: quando fazer e por que pode mudar tudo no parto

O exame indolor que detecta cardiopatias congênitas ainda na barriga e permite planejar o nascimento do bebê com toda a equipe pronta.

Sala de ecocardiograma da Viva Pediatria

Cerca de 1 em cada 100 bebês nasce com algum tipo de cardiopatia congênita. A maioria leve, alguns mais graves — e em muitos casos, o que decide o desfecho não é o tratamento depois do nascimento, mas sim o diagnóstico antes dele.

É aí que entra o ecocardiograma fetal. Um exame indolor, sem radiação, sem preparo — feito com o mesmo aparelho que faz o ultrassom obstétrico, mas com um olhar treinado para o coração do bebê.

O que é o ecocardiograma fetal?

É um exame de imagem do coração do bebê ainda dentro do útero. Usa ondas de ultrassom para avaliar:

  • Anatomia das câmaras cardíacas (átrios e ventrículos)
  • Funcionamento das válvulas cardíacas
  • Conexão dos grandes vasos (aorta, artéria pulmonar)
  • Ritmo cardíaco e fluxo sanguíneo

Diferente do ultrassom morfológico do segundo trimestre (que faz uma avaliação geral do bebê), o eco fetal é focado especificamente no coração — e é realizado por cardiopediatras com formação específica em cardiologia fetal.

"O ultrassom morfológico vê o coração. O eco fetal entende o coração."

Quando fazer o eco fetal?

A janela ideal é entre 24 e 32 semanas de gestação. Antes de 24 semanas, o coração do bebê ainda é muito pequeno para uma avaliação completa. Depois de 32 semanas, a posição do bebê e a quantidade de líquido amniótico podem dificultar a visualização.

Indicações principais

O eco fetal é especialmente recomendado quando há:

  • Histórico familiar de cardiopatia congênita (pais ou irmãos)
  • Diabetes gestacional ou diabetes prévio à gestação
  • Alterações cromossômicas identificadas em exames
  • Suspeita levantada no ultrassom morfológico
  • Uso de medicações teratogênicas durante a gestação
  • Infecções na gestação (rubéola, toxoplasmose)
  • Gestação por fertilização in vitro

Mesmo sem fatores de risco, muitos pais optam por fazer o eco fetal pela tranquilidade que o exame proporciona — afinal, o coração é um dos órgãos mais cedo formados na gestação e a maioria das cardiopatias já é detectável a partir das 24 semanas.

Como é feito o exame?

Na prática, o eco fetal é muito parecido com qualquer ultrassom obstétrico:

  1. A gestante deita-se confortavelmente
  2. Aplicamos gel na barriga
  3. O cardiopediatra desliza o transdutor para visualizar o coração do bebê
  4. Em 30 a 45 minutos, o exame é feito por completo
  5. O laudo é entregue em até 24h após o exame

É indolor, sem radiação, sem preparo. A única recomendação é beber água nas horas anteriores e evitar passar creme na barriga.

O que mudou quando o diagnóstico é feito antes do parto

Quando uma cardiopatia é detectada no eco fetal, a equipe pode se preparar adequadamente:

  • Escolha do hospital com UTI neonatal e cirurgia cardíaca pediátrica
  • Cardiopediatra presente na sala de parto, se necessário
  • Plano cirúrgico delineado nas primeiras horas/dias de vida
  • Família orientada e emocionalmente preparada
  • Redução significativa da mortalidade neonatal

Estudos mostram que bebês com cardiopatias graves diagnosticados antes do parto têm taxas de sobrevivência substancialmente maiores que aqueles diagnosticados depois — em grande parte porque a equipe está pronta desde o primeiro segundo de vida.

Como agendar o eco fetal na Viva

Na Viva Eco, o exame é realizado por cardiopediatras com formação USP/InCor e Instituto Lilian Lopes. Atendemos particular e pelos principais convênios de Goiânia.

Se você está grávida e quer agendar, ou se seu médico recomendou o exame, é só mandar uma mensagem no WhatsApp. A recepção confirma convênio, melhor horário e te orienta no que precisar.

Quer agendar
um eco fetal na Viva?

Cardiopediatras com formação USP/InCor. Particular ou pelos principais convênios de Goiânia.